terça-feira, 4 de outubro de 2011

"Não divulgar, é cumplicidade!"

Não divulgar, é cumplicidade!...
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É preciso que se saiba: ...Os portugueses comuns (os que têm a sorte de ter trabalho)
ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro.
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...Mas os nossos gestores recebem, em média:
      
Mais 32% do que os americanos;
Mais 22,5% do que os franceses;
  Mais 55 % do que os finlandeses;
Mais 56,5% do que os suecos;
...E são estas "inteligências" que  afirmam:
"Os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

FAZ PARTE DA HISTÓRIA ...

 
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PARA MEDITAR E COMPARAR  

  
 
Quando José Dias Ferreira, bisavô de Manuela (Dias) Ferreira Leite, chegou a chefe do Governo em 1892, encontrou um país de "tanga", por força de elevados investimentos ferroviários e em estradas e portos. A dívida pública representava 81% do PIB e o défice orçamental era de 2%.
Juntamente com o Ministro da Fazenda - Oliveira Martins, tio-bisavô do actual presidente do Tribunal de Contas - tomou medidas drásticas: subida de impostos, corte até 20% dos vencimentos dos funcionários públicos, suspensão de admissões no Estado, paragem das grandes obras, saída do padrão-ouro e desvalorização cambial.

Durante dez anos, não foi possível recorrer a empréstimos no estrangeiro, dada a situação de bancarrota verificada.

O desenvolvimento das infra-estruturas no "fontismo" baseou-se num modelo que se pode considerar como a génese das parcerias público-privadas. Eram concessões dadas a particulares que, muitas vezes, garantiam um determinado rendimento ao investimento e, se este ficasse abaixo desta garantia, havia compensação do Estado

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Em 1892 o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto).
Se calhar foi por isso que, mais tarde, o mataram.
Não se pode consentir que alguém dê, num país onde é costume tirar...
o melhor, se calhar, é ter cuidado...

Descrição:
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coitus Interruptus‏



Senhor ministro da educação,
Imagine que lhe prometem um prémio (por exemplo, uma reforma antecipada por bons serviços prestados ao Bem da Nação) se atingir determinado objectivo à frente do seu ministério. Por exemplo, se conseguir aumentar o nível de credibilidade do sistema de ensino, o Estado entrega-lhe um prémio (qualquer, ainda que de valor pouco mais que simbólico) em mãos, numa cerimónia perante a comunidade escolar.
Volvido todo um ano de empenho, esforço e expectativa, o senhor ministro sai de casa, apanha o transporte público para chegar à escola que o viu dedicado durante todo o ano lectivo já vencido; sai de casa animado porque vai receber um prémio prometido e merecido porque cumpriu e até superou objectivos.
O senhor ministro da educação entra na escola para receber o prémio e descobre que um ministro da educação, que ali está para lhe entregar o merecido prémio, deliberara entretanto suspender a entrega dos prémios já conquistados no ano lectivo anterior.

In: Aventar

sábado, 1 de outubro de 2011

Pirata‏

 
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Sobrelotação das prisões à vista‏

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Isaltino Morais terá sido mandado à frente, a fim de preparar as instalações prisionais para muitos outros que fizeram o mesmo. O autarca de origem transmontana já exigiu que a cozinha da prisão fosse preparada para receber grandes encomendas de alheiras e já confessou que não será fácil obter o detergente necessário para continuar a branquear capitais.

Outras contas da Madeira‏

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Ouvi ontem na TSF o autor do livro Suite 605, João Pedro Martins, explicar muito bem explicadinho que o paraíso fiscal madeirense entra no PIB jardinista embora lá não deixe impostos, como é bom de ver. Desta forma a situação económica da Madeira é inflacionada, explicando-se assim porque é oficialmente a 2ª região mais rica de Portugal. Consequência: uma região com 30% da população a viver abaixo do limiar de pobreza ficou excluída dos fundos europeus, perdendo milhões todos os anos.
Tem toda a lógica: não paga a Europa, pagamos nós. Siga o bailinho.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A dívida oculta da Alemanha, ou um Alberto João Jardim de saias

A verdade" – é o título do Handelsblatt, que baseando-se em números espantosos, põe termo ao mito da alegada parcimónia do Estado alemão. Oficialmente, a dívida alemã, em 2011, é de 2 biliões de euros. Mas isso é apenas uma meia verdade, porque a maior parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram incluídas nesse cálculo. De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar crítico a partir do qual a dívida esmaga o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel "criou tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos", refere o economista principal deste diário económico. "Estes 7 biliões de euros são um cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar." in Presseurop, sublinhados meus
Comentários para quê? A confirmar-se esta notícia, além de a CE acabar nos próximos dias e estaremos só perante o final da III Guerra Mundial, esta discreta, e convenhamos que com muito menos mortos. Mas ficaria explicada muita coisa, nomeadamente que a preocupação em salvar os bancos alemães afinal era mesmo uma tentativa de salvar a própria Alemanha.
E agora os PIIGS passarão a PIIGGS?