domingo, 23 de outubro de 2011

Salários e pensões, saúde, educação e segurança social

Chegámos aqui:

Somos 10 700 000 portugueses a residir em Portugal.

Desses, 3 000 000 são pensionistas.

700 000 desempregados e 300 000 subsidiados com o RSI.

Metade da riqueza produzida é consumida pelo estado.


Medina Carreira tem razão nesta firmação: "que os otimistas nacionais percebam o colapso do estado social que se avizinha mais depressa do que percebem o colapso das finanças públicas que estamos a viver". Fonte: Expresso e Espectador Interessado.

Não se discute se o estado social, com a dimensão e contornos atuais, tem de colapsar; apenas quando. E quanto mais tarde isso acontecer, maior será o nosso empobrecimento.

Sendo a saúde, a educação e as pensões os três setores que mais pesam nas despesas do estado, não há forma de evitar a bancarrota sem os reduzir fortemente.

Como os salários e as pensões são as variáveis que pesam nas despesas com a saúde, a educação e a segurança social, não há forma de evitar uma forte redução de todos eles. Quanto mais tarde isso for feito mais difícil será sairmos do buraco. É doloroso? É. Mas a alternativa ainda é pior. Podemos ter de regressar aos padrões de consumo dos anos 80. Eu estive lá e sobrevivi.


Dirão: não chega! Pois não. Também é preciso que o estado se livre urgentemente da despesa corrente e das dívidas das empresas públicas, sobretudo na área dos transportes, que, como é sabido, custam quase 30% da dívida pública portuguesa.



Eu já era professor em 1983, quando o país teve de ser assistido pelo FMI. Os salários e as pensões tiveram uma quebra superior a 50% em resultado da desvalorização do escudo e da inflação.



Em 1984, houve uma contração do PIB de 1,9%. Em 1985, o PIB cresceu 2,8%. Em 1986, 4,1%. Em 1987, 6,4%. Em 1988, 7,5%.



Dois anos depois, a economia voltava a crescer fortemente. A diferença é que, nessa altura, ainda não tínhamos um estado social com a atual dimensão. Não havia pensões milionárias, um hospital do estado em cada cidade, centros de saúde abertos de manhã à noite, turmas Cef e Efa a funcionarem com 10 alunos, distribuição gratuita de manuais escolares e rendimento social de inserção. Ao Governo, exige-se que corte nos desperdícios e em tudo aquilo que for excessivo face aos nossos padrões de produção e criação de riqueza e aos portugueses que se comportem como adultos resilientes e responsáveis e não como crianças choramingas e caprichosas.
 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MAIS UM ENERGUMENO A TENTAR FUGIR DAS RESPONSABILIDADES


ISALTINO PERTO DO FIM?
O senhor Isaltino, o do sobrinho rico e taxista na Suissa, e também o que foi preso e solto em menos de 24horas, e de quem já falamos várias vezes, está a passar, coitado, um mau bocado.
Amado de todas as maneiras e feitios pelos seus munícipes, está em vias de dar com os costados na pildra por dois anos.
Claro que não vai ser bem assim, mas são as notícias que correm. O homem tem muitos e bons advogados a tratarem dos seus assuntos na justiça.
Agora, o Tribunal Constitucional rejeitou o recurso que este senhor tinha "metido", e, apesar de ainda ter alguns dias de folga, tudo leva a crer que vai voltar aos calabouços.
Esperemos mais uns dias para ver no que isto dá, já que até há quem diga que a população de Oeiras não vai permitir que o senhor Isaltino vá preso, prevendo-se greves de fome, cortes no trânsito, manifestações mais ou menos pacíficas e, pasme-se, até há quem se proponha ir diariamente à prisão levar-lhe faisão e chouriças de sangue e alheiras e presunto e...e...e..., no caso de não conseguirem evitar que ele vá de cana.

In: Avantar

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

No jobs‏

Tiago Mota Saraiva a partir de um original grego.

Uma Vergonha na Madeira



ORA DIGAM LÁ OUTRA VEZ?
Alberto João teve uma votação abaixo dos 50%.
Uma vergonha para o líder do PSD Madeira.
Demita-se senhor Jardim, mesmo com esta maioria absoluta.
Parece que é assim que todos os partidos do Contenente entendem que deva ser.
PARABÉNS SENHOR JARDIM, AINDA NÃO FOI DESTA QUE O PUSERAM NA RUA!
Parabéns também para o CDS que teve uma votação histórica.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

"Não divulgar, é cumplicidade!"

Não divulgar, é cumplicidade!...
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É preciso que se saiba: ...Os portugueses comuns (os que têm a sorte de ter trabalho)
ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro.
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...Mas os nossos gestores recebem, em média:
      
Mais 32% do que os americanos;
Mais 22,5% do que os franceses;
  Mais 55 % do que os finlandeses;
Mais 56,5% do que os suecos;
...E são estas "inteligências" que  afirmam:
"Os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

FAZ PARTE DA HISTÓRIA ...

 
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PARA MEDITAR E COMPARAR  

  
 
Quando José Dias Ferreira, bisavô de Manuela (Dias) Ferreira Leite, chegou a chefe do Governo em 1892, encontrou um país de "tanga", por força de elevados investimentos ferroviários e em estradas e portos. A dívida pública representava 81% do PIB e o défice orçamental era de 2%.
Juntamente com o Ministro da Fazenda - Oliveira Martins, tio-bisavô do actual presidente do Tribunal de Contas - tomou medidas drásticas: subida de impostos, corte até 20% dos vencimentos dos funcionários públicos, suspensão de admissões no Estado, paragem das grandes obras, saída do padrão-ouro e desvalorização cambial.

Durante dez anos, não foi possível recorrer a empréstimos no estrangeiro, dada a situação de bancarrota verificada.

O desenvolvimento das infra-estruturas no "fontismo" baseou-se num modelo que se pode considerar como a génese das parcerias público-privadas. Eram concessões dadas a particulares que, muitas vezes, garantiam um determinado rendimento ao investimento e, se este ficasse abaixo desta garantia, havia compensação do Estado

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Em 1892 o rei D. Carlos doou 20% (!) da sua dotação anual para ajudar o Estado e o País a sair da crise criada pelo rotativismo dos partidos (nada de novo, portanto).
Se calhar foi por isso que, mais tarde, o mataram.
Não se pode consentir que alguém dê, num país onde é costume tirar...
o melhor, se calhar, é ter cuidado...

Descrição:
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Coitus Interruptus‏



Senhor ministro da educação,
Imagine que lhe prometem um prémio (por exemplo, uma reforma antecipada por bons serviços prestados ao Bem da Nação) se atingir determinado objectivo à frente do seu ministério. Por exemplo, se conseguir aumentar o nível de credibilidade do sistema de ensino, o Estado entrega-lhe um prémio (qualquer, ainda que de valor pouco mais que simbólico) em mãos, numa cerimónia perante a comunidade escolar.
Volvido todo um ano de empenho, esforço e expectativa, o senhor ministro sai de casa, apanha o transporte público para chegar à escola que o viu dedicado durante todo o ano lectivo já vencido; sai de casa animado porque vai receber um prémio prometido e merecido porque cumpriu e até superou objectivos.
O senhor ministro da educação entra na escola para receber o prémio e descobre que um ministro da educação, que ali está para lhe entregar o merecido prémio, deliberara entretanto suspender a entrega dos prémios já conquistados no ano lectivo anterior.

In: Aventar

sábado, 1 de outubro de 2011

Pirata‏

 
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Sobrelotação das prisões à vista‏

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Isaltino Morais terá sido mandado à frente, a fim de preparar as instalações prisionais para muitos outros que fizeram o mesmo. O autarca de origem transmontana já exigiu que a cozinha da prisão fosse preparada para receber grandes encomendas de alheiras e já confessou que não será fácil obter o detergente necessário para continuar a branquear capitais.

Outras contas da Madeira‏

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Ouvi ontem na TSF o autor do livro Suite 605, João Pedro Martins, explicar muito bem explicadinho que o paraíso fiscal madeirense entra no PIB jardinista embora lá não deixe impostos, como é bom de ver. Desta forma a situação económica da Madeira é inflacionada, explicando-se assim porque é oficialmente a 2ª região mais rica de Portugal. Consequência: uma região com 30% da população a viver abaixo do limiar de pobreza ficou excluída dos fundos europeus, perdendo milhões todos os anos.
Tem toda a lógica: não paga a Europa, pagamos nós. Siga o bailinho.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A dívida oculta da Alemanha, ou um Alberto João Jardim de saias

A verdade" – é o título do Handelsblatt, que baseando-se em números espantosos, põe termo ao mito da alegada parcimónia do Estado alemão. Oficialmente, a dívida alemã, em 2011, é de 2 biliões de euros. Mas isso é apenas uma meia verdade, porque a maior parte das despesas previstas com reformados, doentes e pessoas dependentes não foram incluídas nesse cálculo. De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados. Como termo de comparação, a dívida grega em 2012 deverá ascender a 186% do PIB da Grécia e a dívida italiana é atualmente de 120%. O limitar crítico a partir do qual a dívida esmaga o crescimento é de 90%. Desde que chegou ao poder, em 2005, Angela Merkel "criou tantas novas dívidas como todos os Chanceleres das quatro últimas décadas juntos", refere o economista principal deste diário económico. "Estes 7 biliões de euros são um cheque sem provisão que nós assinámos e que os nossos filhos e netos terão que pagar." in Presseurop, sublinhados meus
Comentários para quê? A confirmar-se esta notícia, além de a CE acabar nos próximos dias e estaremos só perante o final da III Guerra Mundial, esta discreta, e convenhamos que com muito menos mortos. Mas ficaria explicada muita coisa, nomeadamente que a preocupação em salvar os bancos alemães afinal era mesmo uma tentativa de salvar a própria Alemanha.
E agora os PIIGS passarão a PIIGGS?

Sempre pela Madeira

Sempre pela Madeira, sempre, sempre. Custe quanto custar.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Entre o Nada e o Infinito‏


É preciso ter lata. E que lata!



Só se espanta com o que Alberto João Jardim disse de ter ocultado parte da dívida da Madeira por legítima defesa, quem quer. O que o líder madeirense fez foi ter mais lata que todos os políticos regionais e municipais, dizendo-nos na cara aquilo que todos pensam e fazem: gastar o máximo possível para satisfazer o seu eleitorado.
O problema das regiões autónomas, em muito semelhante ao das autarquias e das regiões administrativas que felizmente não se criaram, é que a sua autonomia política não tem correspondência financeira. Enquanto as receitas de uma região autónoma não se limitarem aos impostos cobrados aos que nelas vivem, não descentralizamos a responsabilidade política. Podemos falar de solidariedade nacional, de que queremos ajudar as ilhas para que estas não percam habitantes. Podemos. Mas essa escolha, de transferirmos dinheiro dos cofres do Estado central para os poderes regionais, tem como custo a proliferação de políticos populistas e demagogos como Jardim. Políticos que tudo farão para sacar o máximo aos contribuintes do resto do país para, dessa forma, financiar os que podem votar neles.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O MAIOR VENDEDOR DE BANHA DA COBRA DE PORTUGAL E ARREDORES...

O MELHOR VENDEDOR QUE PORTUGAL JÁ TEVE ALGUM DIA NO GOVERNO, APÓS 1974.
SEMPRE ESCUTEI QUE O MELHOR VENDEDOR É AQUILE QUE CONSEGUE ATÉ MATAR A MÃE PARA PODER COMPARECER NO SEU FUNERAL E TER PUBLICIDADE GRATUITA QUE LHE PERMITA NEGOCIAR TUDO AQUILO QUE SE POSSA IMAGINAR.
PEDRO PASSOS COELHO É A IMAGEM REAL DO VENDEDOR BANHA DA COBRA QUE ATACA NO ROSSIO, E AINDA FAZ UMA PERNINHA NO BARCO PARA CACILHAS AO FIM DO DIA...

‎.
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V E N D E - S E
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SERÁ QUE ALGUÉM AINDA TEM DUVIDAS DO ALDRABÃO QUE PORTUGAL TEM COMO PRIMEIRO MINISTRO, PU É NECESSÁRIO FAZER A LISTAGEM DAS PATRANHAS QUE JÁ PREGOU SÓ EM DOIS MESES E UN DIAS DE (DES)GOVERNAÇÃO...JÁ TEM QUEM DIGA PARA SOCRATES VOLTAR DE PARIS, POIS ESTA PERDOADO, NÃO PASSA DE UM MERO APRENDIZ DE VIGARISTA AO PÉ DE PPC.

domingo, 11 de setembro de 2011

Requerimento

Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses
 
 
Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro, eleitor nº 6 da freguesia de Soalhães, vem expor e requerer a V. Excia o seguinte:
 
1. Na reunião da Assembleia Municipal do passado dia 29, ouvi V. Excia. afirmar que, a partir desta semana, iria passar a dispor de um Audi A 6.
 
2. E percebi, das suas palavras, que não se tratava de um acto de vaidade pessoal, mas uma forma de melhorar a imagem do município, pois que a viatura estaria ao serviço do município e não do seu presidente.
 
3. Reflectindo sobre o assunto, lembrei-me de que o Audi do município poderá resolver-me um problema logístico que tenho em mãos.
 
4. No próximo dia 11, é o casamento da minha prima Ester (jovem médica) com o David (jovem médico).
 
5. Pediu-me a minha prima que a transportasse à Igreja, ao que eu anuí.
 
6. Lembrei-me, depois, que o meu carro só tem duas portas o que, convenhamos, não é muito operacional para o efeito, sobretudo para entradas e saídas, já que o vestido poderá ficar agarrado e eventualmente rasgar-se.
 
7. Foi desta forma que me lembrei que, sendo eu munícipe do Marco, e estando o Audi ao serviço do município, seria um acto da maior justiça que eu
pudesse transportar a minha prima ao casamento no A6.
 
8. Ainda pensei que talvez pudesse requerer a utilização do jeep Toyota, mas temo que os convidados possam gozar a noiva por se deslocar em tal veículo.
 
9. Opto, pois, pelo Audi, com a promessa de que o entregarei lavado e com o combustível reposto.
 
10. Dispenso o motorista.
 
Face ao exposto, requeiro a V. Excia se digne emprestar-me o A6 para utilização deste modesto munícipe no próximo dia 11, durante todo o dia.
 
Pede deferimento
Joaquim Manuel Coutinho Ribeiro
 
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               ...............E TERA SIDO DEFERIDO??????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
                         ......AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAH....

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Um Amigo Para Passos Coelho‏

O Professor Fati arranja e mantém emprego… é deste homem que Pedro Passos Coelho precisa lá em Massamá. Ainda por cima, facilita os pagamentos

Descendentes‏

E... não é que é verdade!?.....
 

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Era no tempo em que, no palácio das Necessidades, ainda havia ocasião para longas conversas. (mas podia passar-se hoje...). Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospetivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer "sina" nos condenava a esta permanente "décalage". E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal "partira" bem:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que "deram novos mundos ao mundo", que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
- Não descendemos? - reagiu, perplexo, o jovem diplomata - Então de quem descendemos nós?
- Nós descendemos dos que ficaram por aqui...


Marujo2

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Tudo em familia

Vital Moreira tem umas crónicas giras no Público e a de ontem, terça-feira, foi mesmo engraçada, lançado para o imaginário socialista uma série de dicas de argumentação:
  1. Todo o país, salvo a Madeira, anda em contenção;
  2. O buraco da Madeira é uma das razões por Passos Coelho ter sido “enigmático” quanto ao tal “desvio colossal” (não importa a VM a inexatidão da citação…);
  3. Houve “uma verdadeira conspiração de silêncio em relação ao desvario financeiro de Jardim”;
  4. O governo escondeu esta “informação durante várias semanas”.
Vital Moreira termina em grande com este parágrafo:
Imaginemos só que os protagonistas desta lamentável história eram respetivamente Carlos César e o Governos de Sócrates! Tudo é diferente quando as coisas se passam dentro da família política…
Tudo muito giro. Cavalgando a onda, factual, do desvairo financeiro que AAJ sistematicamente pratica com elevada arrogância, Vital Moreira, num passe de mágica, iliba os governos socialistas da sua qualidade de maiores financiadores da falta de vergonha na Madeira (lembram-se de Guterres e do perdão da dívida à Madeira?) e, em simultâneo, faz de conta que os Açores são mares de rosas.
Há o pequeno detalhe da falácia:
Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores Transferências para  as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores
Fonte: MF/DGO (republicado)
Acontece que José Sócrates e Carlos César são também os protagonistas desta lamentável história. O primeiro pelo aumento das transferências para a Madeira e para os Açores e o segundo por ter beneficiado de um aumento de 54% nas verbas transferidas. Mas lá está, dentro da mesma família política, tudo é diferente.
Para memória futura, aqui fica a crónica em questão.
Tudo em família
Vital Moreira – Público, 16-08-2011
Passos e o ministro das Finanças deixaram alimentar a ideia que o desvio na Madeira era uma herança do anterior Governo
Todo o País passa pelas agruras da austeridade financeira, pela dieta forçada dos serviços públicos e pelo aumento de impostos. Todo o País? Não, há um pequeno paraíso estranhamente imune aos sacrifícios coletivos e onde o regabofe do gasto público continua a ser alegremente alimentado com endividamento, obrigando o resto dos cidadãos nacionais a arcar com sobrecargas extras. Trata-se (não vale adivinhar à primeira…) da Madeira de Alberto João Jardim.
Compreende-se agora por que é que o Governo de Passo Coelho se tinha revelado tão enigmático na identificação do famoso “desvio colossal” nas finanças públicas. Afinal uma das fontes do tal desvio provém da Madeira, com um “buraco” de cerca de 280 milhões de euros, alimentado por endividamento correspondente acima dos limites estabelecidos.
Não se sabe que mais surpresa causa, se a revelação da incontinência orçamental da Madeira, se a prolongada sonegação dessa informação por parte do Governo de Lisboa, o qual, segundo o próprio líder regional madeirense, tinha sido informado da situação desde o início. Jardim veio dizer provocativamente que se recusou a cumprir as determinações do Governo anterior sobre os limites ao endividamento regional, aliás baseadas numa lei do orçamento aprovada pela Assembleia da República. O primeiro-ministro e o ministro das Finanças resolveram esconder a situação durante semanas, deixando alimentar a ideia que o desvio orçamental era uma herança do anterior Governo e só revelando o desvio madeirense no próprio dia em que foram anunciadas as medidas adicionais para o cobrir, traduzidas na antecipação da subida do IVA no gás e na eletricidade.
Consideremos o fundo da questão. A prodigalidade orçamental na Madeira vem desde o início da autonomia regional, tendo Jardim sempre feito gato-sapato da disciplina financeira, pressionando depois Lisboa no sentido do aumento das transferências do orçamento da República ou da cobertura de uma parte da dívida. Lamentavelmente, muitas vezes conseguiu.
O que mais surpreende nesta recorrente situação é que as regiões autónomas gozam de uma condição financeira invejável. Do lado das receitas próprias, recolhem todos os impostos cobrados ou gerados na região, sem nenhuma contribuição para as despesas gerais da República, exclusivamente a cargo dos contribuintes do continente. Do lado da despesa, os orçamentos regionais não cobrem a despesa pública com os onerosos serviços do Estado subsistentes nas regiões (como a justiça, a segurança e a defesa) e com vários programas de proteção social e outros de âmbito nacional, que também correm exclusivamente a cargo do Orçamento do Estado, apesar de este ser alimentado somente pelos contribuintes do continente.
Apesar dessa vantajosa assimetria, as regiões autónomas ainda beneficiam de volumosas transferências anuais do Orçamento do Estado, a título de compensação pelos “custos de insularidade”, apesar de muitos destes serem separadamente compensados por programas específicos, como sucede com os custos da convergência tarifária na eletricidade, suportados pelos consumidores continentais. Também estão a cargo do orçamento da República, e não dos orçamentos regionais, os fundos de assistência aos municípios e freguesias das regiões autónomas. Como se isso não bastasse, o orçamento da República ainda pode ser chamado a financiar os chamados investimentos de interesse nacional nas regiões autónomas, o que não passa de mais um veículo de transferência orçamental do Estado para as regiões.
Tudo isso poderia ser admissível como meio extraordinário de reparação pelo atraso histórico das regiões insulares e como instrumento de recuperação do seu desenvolvimento. Sucede, porém, que a Madeira dispõe desde há anos de um rendimento per capita bem acima da média nacional, sendo a segunda região mais rica a nível nacional, o que cria uma situação verdadeiramente insólita, que é a de ver as regiões mais pobres do continente a suportar os privilégios orçamentais de uma das mais abonadas do País.
Se a irresponsabilidade financeira da Madeira é inaceitável em condições normais, torna-se intolerável numa situação de aperto orçamental do País, quando os portugueses são chamados a realizar um exigente programa de ajuste financeiro, quer em aumento de impostos, quer em perda de direitos e regalias. Neste contexto, os desmandos de Jardim, continuando a gastar à tripa forra e a endividar-se acima de todos os limites, como se nenhum sacrifício lhe fosse imposto, pondo em causa a responsabilidade financeira externa da República, surge com uma verdadeira provocação, na medida em que exige sacrifícios adicionais dos residentes no resto do País, sobretudo os do continente (que, aliás, pagam impostos bem acima dos das regiões autónomas).
Para além do apuramento de responsabilidade por violação da legalidade orçamental, o governo regional da Madeira não deveria passar politicamente impune no plano nacional. Ora o que se verificou foi uma verdadeira conspiração de silêncio em relação ao desvario financeiro de Jardim. Depois de esconder a informação durante várias semanas, o Governo foi incapaz da mais leve censura pela inesperada dificuldade adicional trazida ao programa de restrição orçamental nacional e pelas medidas suplementares impostas aos portugueses. Continuando a sua tendência para ser loquaz naquilo que não é da sua competência e para nada dizer publicamente sobre aquilo que o é, o Presidente da República também preferiu observar um comprometedor silêncio.
Imaginemos só que os protagonistas desta lamentável história eram respetivamente Carlos César e o Governos de Sócrates! Tudo é diferente quando as coisas se passam dentro da família política...

In: Aventar

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Coligação esta a azedar. CDS não é escutado nas escolhas de Santana e outras personalidades. PSD esvazia MNE...

Passos Coelho convidou Santana Lopes para presidir à Santa Casa da Misericórdia sem ter previamente consultado o seu parceiro de coligação. Tanto Paulo Portas como o ministro da Segurança Social, Pedro Mota Soares, foram apanhados de surpresa com a escolha do ex--primeiro-ministro para provedor da Santa Casa, soube o i junto de fontes do partido. E, na quinta-feira passada, quando a informação já circulava a uma velocidade estonteante, os gabinetes do CDS negavam que qualquer convite do género estivesse iminente.

Como se pode ler nos estatutos da própria Santa Casa, a tutela da instituição "é exercida pelo membro do Governo que superintende a área da segurança social e abrange, além dos poderes especialmente previstos nos Estatutos, a definição das orientações gerais de gestão, a fiscalização da actividade da Misericórdia de Lisboa e a sua coordenação com os organismos do Estado ou dele dependentes". O facto de o ministro Pedro Mota Soares não ter sido "tido nem achado" no convite feito a Pedro Santana Lopes evidencia como o PSD está aplicado em pôr o parceiro menor de governo no bolso. Afinal, Paulo Portas está amarrado à necessidade de cumprir o programa da troika e, neste momento, não tem grande margem política para reagir às desautorizações feitas ao seu partido. O facto de ter ficado eleitoralmente abaixo das expectativas (os famosos 14%) enfraqueceu-o nas negociações e, como se está a ver, no governo.

Mas além da escolha de Santana Lopes ter sido feita à margem do ministro da tutela, Pedro Passos Coelho decidiu dar um poder imenso ao ex-ministro das Finanças Braga de Macedo, que vai presidir ao novo instituto que resultará da fusão entre a Agência Portuguesa de Investimento (AICEP) e o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e Inovação), como foi noticiado na última edição do semanário Sol. 

... ENTRE OUTRAS LABREGUICES COM A MÃO CRIADORA DE PEDRO PASSOS COELHO.
A COISA VAI REBENTAR MAIS RAPIDO QUE PODERIAM IMAGINAR !!!

domingo, 7 de agosto de 2011

PSD: O MAIS NOVO PARTIDO DE ALUGUEL‏

Este PSD é o novo partido de aluguer para os grandes empresários poderem fazer as suas negociatas com a devida autorização oficial. O caso BIC é só primeiro de muitos que o PSD de Pedro Passos Coelho vai possibilitar a maltinha... dos alinhados a Angelo Correia, Mira Amaral e mais uns quantos "babões"...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

AS PROMISCUIDADES DE PEDRO PASSOS COELHO - Passos passa férias com Mira Amaral



Passos passa férias com Mira Amaral
Mira Amaral, o presidente do grupo BIC Portugal, que concretizou esta semana a compra do BPN ao Estado por 40 Milhões de Euros, convidou o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho e a sua família para passar uma semana de férias na sua residência luxosa em Vale do Lobo. A notícia já gerou um coro de indignação entre todos os partidos à esquerda do PSD. O porta-voz do PS considerou inadmissível que após um negócio tão delicado como a venda do BPN – que ainda gera polémica devido à proposta do BIC ser aparentemente mais baixa do que outras apresentadas – o primeiro-ministro se coloque numa posição eticamente tão frágil. Diz Vitalino Canas que a intenção de Passos em aceitar o convite de Mira Amaral, ‘demonstra que o negócio do BPN tem de ser esclarecido junto dos portugueses sem deixar a mínima margem para dúvidas’ e que o grupo parlamentar do PS vai apresentar uma proposta para a instauração de uma comissão de inquérito a alegados favorecimentos ao BIC no concurso de venda do BPN.
Já os dirigentes do PCP e do BE assumiram uma posição mais radical. Da parte dos comunistas foi exigido que a venda do BPN seja desfeita. Já Francisco Louçã sugeriu em tom irónico, que Dias Loureiro se devia antecipar e convidar Mira Amaral e Passos para uma viagem de iate até às Ilhas Caimão, ‘destino que Dias Loureiro pelos vistos conhece tão bem’.
O assessor de imprensa de Mira Amaral, já veio colocar lume na fervura, afirmando que ‘o Doutor Mira Amaral e o Dr. Passos Coelho são amigos de longa data, e o convite já tinha sido feito muito antes das negociações do BPN’. No comunicado também se pode ler que ‘a política ficará de fora desta semana de férias. É intenção do Doutor Mira Amaral proporcionar ao Senhor Primeiro-Ministro e à sua família uma merecida semana de repouso. Entre as actividades a realizar, prevê-se a título de exemplo uma churrascada para a qual será também convidado o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, bem como outros membros do Governo e figuras de destaque da vida política nacional; uma ida a um clube nocturno, para que a esposa do Dr. Passos possa dar um pezinho de Kizomba; um encontro com o Senhor José Camarinha, ícone das noites de Portimão e que o Senhor Primeiro-Ministro admira desde os seus tempos da juventude; entre outros’.
A semana de férias de Passos e Mira Amaral deverá ocorrer entre os dias 4 e 10 de Agosto, dirigindo-se depois Passos Coelho para Angola onde irá visitar a família da sua esposa, bem como o Presidente José Eduardo dos Santos, de forma informal. Fora deste encontro, ficará estranhamente o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que elegeu segundo fonte próxima do Ministro, as Caraíbas como destino de eleição para recuperar as forças antes do início do novo ano político e como terá dito Portas num gracejo privado, ‘para ganhar uma corzinha a ver se a Senhora Merkel se sente mais disponível para nos facilitar a vida’.


"Não Lembra ao Diabo"

O GRANDE ... ROLHA!

Mário Soares aos 88 anos é entrevistado por Clara Ferreira Alves, uma conformista do jornalismo nacional prendada pelo patrão falido a frequentar as reuniões do círculo Bildeberg. 
O que diz Mário Soares? 
Que come bem e do melhor;vive tranquilo e no melhor ambiente e está aí para as curvas.
A entrevista é essencialmente política ( falta uma entrevista na qual lhe perguntem directamente e sem rodeios se sabe alguma coisa acerca do seu amigo Carlucci e que tipo de parceria fez com o indivíduo) e fatalmente aparece a distinção entre esquerda e direita e capitalismo, socialismo e agora o liberalismo e o neoliberalismo.

Mário Soares, ao que tem vivido e experimentado na política já devia saber melhor estas coisas e não andar a fazer a sempiterna figura de rolha que vai com as marés.

Na entrevista, a dado passo afirma : " O capitalismo é o único sistema que temos e não temos nada que o substitua. O que precisamos é que seja ético, com princípios, como era no início". 
NO início, agora e sempre, amén. 
Com a ressalva de que no início o capitalismo era tão ético que até originou o...socialismo. 
Marx escreveu Das Kapital para mostrar esse lado ético do capitalismo. 
Mário Soares não se lembra porque não viveu esse tempo. 
Mas viveu outros.


Em 1976, depois de ter vindo de França onde sobreviveu na oposição, com apoio de capitalistas banqueiros, dirigiu os destinos do país. 
Logo a seguir à intervenção do FMI, por os seus governos terem afundado as Finanças públicas, só apostava no socialismo. E dizia então à Flama, nesse ano, que manteria as nacionalizações de 1975 do tempo do PREC comunista e que eram o oposto ao capitalismo, -que agora acha ser o único sistema que existe-, o que nos prejudicou seriamente durante décadas e capou as veleidades de termos um país a funcionar economicamente como a Espanha, por exemplo. Só no final dos anos oitenta, Mário Soares mudou de ideias quando a isso, mas como se lê, nem tanto. 
O indivíduo adapta-se conforme as conveniências políticas. 
Sabe nada de nada de economia. 
Nada de nada de educação. 
Nada de nada de justiça. 
Nada de nada de quase tudo menos uma coisa: politiquice.



E que dizia então, à Grande Reportagem de 1985 e durante mais uma grave crise económica, com fome em Setúbal e despedimentos nessa área? 
Pois dizia o que lhe era favorável. 
Como era governo ( foi corrido pouco depois com a maior derrota que o PS sofreu, já com Almeida Santos, o Sombra, a dirigi-lo) dizia que essa coisa do Estado Social era um problema porque não havia dinheiro no Estado e que portanto era preciso reduzir e simplificar o Estado.
Nessa altura, em relação às falências em catadupa que a sua política económica provocou, o que dizia? Simplesmente que em Portugal até essa altura não tinha havido falências , "praticamente", e que "isso é um erro". O erro era não haver falências e ainda dizia mais: " os postos de trabalho não podem ser mantidos artificialmente à custa do erário público". 
Quando lhe falavam na fome, dizia que sempre tinha havido fome- " Há pessoas em Portugal que vivem mal? Pois há! E não houve sempre? Há pessoas que passam necessidades? Pois há! E não passaram sempre?"- É ler...clicando na imagem abaixo.

Repare-se: em 2011 acha que o Estado deve impor-se de feitio e peito economicamente feito para desbaratar o neoliberalismo. 
Em 1976, achava que o Estado gordo é que era bom para a economia, tal como hoje. 
Em 1985 que não, e que patati patata, miséria tinha havido sempre e por isso não era admiração. 
É ler essa parte da entrevista para ver a rolhice deste indivíduo tido como o guru de jornalistas tipo Ferreira Alves.

Em 1986, quando venceu as eleições, declarou-se o vencedor dos pobres! 
É preciso ter lata! 
Mas quem é que ainda dá trela a um tipo destes?
E para quê?
 
António Balbino Caldeira

O triunfo dos porcos‏


O Governo do senhor Coelho alargou a administração da Caixa Geral de Depósitos, de nove para onze administradores, para lá colocar os seus boys: António Nogueira Leite, Rui Machete e Pedro Rebelo de Sousa são os destaques. Para o primeiro, trata-se do prémio pelo aconselhamento do candidato Coelho; para os outros dois, é a justa recompensa pela sua participação activa no banco do cavaquismo - o BPN - que vai agora ser entregue aos angolanos por tuta e meia, depois de milhares de milhões do nosso dinheiro lá terem sido enterrados.
É fartar, vilanagem!

Carlos de Sá

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Afinal a Ilha da Madeira já faz parte do reino de Sua Magestade Britanica, e ninguém sabia...

ALBERTO JOÃO JARDIM NO SEU MELHOR:

«Ou votam em mim, ou votam no Blandy e nos ingleses»

Nesse sentido, o presidente do PSD-M, afirmou que, nas próximas eleições regionais a escolha será entre o seu partido, obreiro da mudança da Madeira e do outro lado, uma oposição, cujos partidos «não são mais que marionetes ridículas dos ingleses e da burguesia rica que está disfarçada de esquerda».

VIVA A DOIDEIRA DO "HITLER" DA MADEIRA - “Se não tiver a maioria vou embora da política”

Alberto João Jardim disse ontem, na festa anual do PSD-Madeira realizada na Herdade do Chão da Lagoa, propriedade da Fundação Social Democrata, que se não obtiver uma maioria absoluta em Outubro, deixa a política.
O presidente do PSD-M pediu ao eleitorado «uma grande maioria», alegando que está em causa o futuro da Madeira. E deixou um aviso: «Eu peço a todos uma grande maioria nas próximas eleições, se eu não tiver maioria para poder governar, eu vou embora da política».
     

sábado, 30 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

AFINAL DE CONTAS ONDE ESTA A POUPANÇA - Administradores da Caixa mantêm negócios privados

O governo engordou o Conselho de Administração da Caixa de sete para onze elementos e colocou gente do PSD e CDS. Três dos novos administradores foram nomeados em regime de não-exclusividade e prosseguem os negócios fora do banco.Artigo |26 Julho, 2011 – 12:04Um dos novos administradores da Caixa pode continuar a gerir escritório de advogados que representa empresa em litigância com a CGD
Um deles é o irmão de Marcelo Rebelo de Sousa, cujo escritório de advogados representa a petrolífera italiana ENI, que detém parte importante do capital da GALP e chegou a colocar a hipótese de se desfazer da sua posição na empresa, um negócio onde a Caixa seria chamada a intervir. Pedro Rebelo de Sousa entra para a administração da CGD pela mão de Passos Coelho e o jornal “i” diz que a sua nomeação para a Comissão de Auditoria está a causar mal-estar na Caixa não apenas por causa da sua ligação à ENI, mas também por representar a Compal, que tem um processo em tribunal contra o banco de que passa a ser administrador.
Outros dois dos novos nomeados – o ex-presidente da Uni. Católica do Porto, Álvaro Nascimento, e o advogado Eduardo Paz Ferreira  – também estão na administração da Caixa podendo acumular com outras funções profissionais fora do banco do Estado.  
As nomeações de Passos Coelho causaram polémica dentro e fora da Caixa, após o primeiro-ministro ter prometido na campanha que com ele não haveria nomeações políticas para as empresas públicas, os famosos “jobs for the boys”, na frase atribuída ao ex-PM António Guterres.
Uma dessas polémicas refere-se a entrada de António Nogueira Leite para a administração executiva. O  vice-presidente do PSD era também administrador da José de Mello Saúde, justamente um dos ramos da CGD que o governo diz querer vender aos privados, com a empresa do novo vice da Caixa a surgir como potencial compradora.
O Diário Económico diz que Nogueira Leite ficou surpreendido por o seu nome não aparecer no comunicado da Caixa como vice-presidente executivo, cargo para o qual teria sido convidado, mas apenas como vogal. E o vice do PSD respondeu na sua página no Facebook – onde ainda se apresenta como “Administrador da José de Mello Investimentos, SGPS, SA” – desmentindo qualquer polémica e mostrando-se aborrecido. “Ainda nao pus os pés na CGD e já começaram as guerrinhas”, desabafou o ex-coordenador do programa eleitoral Passos Coelho.
Reagindo também no Facebook às críticas de Francisco Louçã sobre a nomeação dos “boys” do partido laranja para cargos de topo no banco público, feitas no comício do passado sábado no Furadouro, Nogueira Leite diz “não ser um homem de rancores”, lançando em seguida a ameaça: “a esse torquemada de trazer por casa não vou perdoar”. O administrador do grupo Mello prestes a entrar na Caixa diz haver uma “fixação” de Louçã em si por causa do hospital Amadora-Sintra, em que o Estado acabou por retirar a gestão ao grupo Mello por causa do desempenho considerado “desastroso” pelos bloquistas.
Nogueira Leite diz que Louçã “não perdoa que o tribunal arbitral do Amadora-Sintra tenha dado como infundadas e até erradas todas as argumentações dos seus esbirros”, referindo-se aos oponentes do grupo Mello neste tribunal, ou seja, o Ministério Público e o próprio Estado.
Outra entrada a causar incómodo foi a de Nuno Fernandes Thomaz, antigo secretário de Estado de Paulo Portas para os Assuntos do Mar no governo de Santana Lopes, que ganhou agora um lugar de administrador executivo do maior banco nacional. Com esta nomeação, o ex-governante do CDS anunciou a saída da empresa financeira Ask e a venda da participação que nela detinha.
Para além dos cinco administradores acima referidos, o Conselho de Administração da CGD reconduziu Norberto Rosa, Jorge Tomé, Rudolfo Lavrador e Pedro Cardoso. José Agostinho de Matos será o presidente da Comissão Executiva e Faria de Oliveira passa a “chairman” do banco.


Esquerda net

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PAULO PORTAS FOI COMIDO POR BRAGA DE MACEDO COM UMA AJUDINHA DE PASSOS COELHO


Passos quis ficar com a gestão da diplomacia e escolheu um velho inimigo de Portas para a liderar, Foi avisado de que não devia deixar que Paulo Portas e o CDS açambarcassem todos os papéis da representação de Portugal no exterior, nomeadamente na Europa - mas o "aviso" não deu grandes frutos: a verdade é que até a influente Secretaria dos Assuntos Europeus, com relações importantes com Bruxelas, ficou nas mãos do CDS.

Ao que o i apurou, o medo que o primeiro-ministro ficasse "refém" de Paulo Portas e da sua máquina nos Negócios Estrangeiros em matérias tão delicadas como as negociações europeias era grande no PSD. Mas Passos lá cedeu e deu a Paulo Portas praticamente o MNE inteiro, com a excepção do mais invisível posto de secretário de Estado das Comunidades, atribuído a José Cesário.

A vingança veio depois e vai ser consumada esta semana. Ao contrário do que Paulo Portas queria, Passos Coelho chamou a si a tutela da diplomacia económica e nomeou nada mais nada menos que Jorge Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, para presidir ao grupo que vai repensar essa pasta decisiva. A questão poderia ser menor se entre Paulo Portas, o ministro, e Braga de Macedo, o agora "chefe" da diplomacia económica, não existisse um contencioso há quase 20 anos, que vem do tempo em que Paulo Portas dirigia "O Independente".

Naturalmente, a notícia da nomeação de Jorge Braga de Macedo deixou Paulo Portas bastante aborrecido. Com esta decisão de Passos Coelho, uma boa parte da importância da actual diplomacia - a económica - vai escapar ao seu controlo, ficando na órbita do primeiro-ministro. Mas não só vai fugir-lhe ao controlo como a "reconfiguração" da diplomacia económica vai parar às mãos de um seu velho inimigo íntimo, dos tempos em que Portas era, enquanto director de "O Independente", o jornalista mais temido pelo governo cavaquista.

O caso Monte dos Frades remonta a 1992 e, para "O Independente" da altura, era um exemplo da "saga imobiliária do cavaquismo" e do "novo-riquismo instalado na sociedade portuguesa". "O Independente" afirmava que Braga de Macedo tinha conseguido "um subsídio de jovem agricultor no valor de 5600 contos em nome do seu verdadeiramente jovem cunhado Gonçalo Almeida Ribeiro", para a sua herdade Monte dos Frades, no concelho de Avis. O ex-ministro negou que alguma vez se tivesse candidatado a receber um subsídio do IFADAP (então dirigido por Henrique Granadeiro, actual chairman da Portugal Telecom) e que o seu cunhado Gonçalo de Almeida Ribeiro era co-proprietário do Monte dos Frades e, à altura dos factos, efectivamente jovem.

Jorge Braga de Macedo processou Paulo Portas, mas o caso andou várias anos nos tribunais. Inicialmente, o juiz mandou arquivar as queixas-crime apresentadas pelo ex-ministro das Finanças, mas Jorge Braga de Macedo recorreu. No ano 2000, o Tribunal da Relação de Lisboa acabaria por condenar Portas a pagar a Braga de Macedo uma indemnização no valor de 2 milhões de escudos (o equivalente a 10 mil euros, a preços da época).

O tribunal acabaria por concordar que "O Independente" pôs em causa "o bom nome e o crédito" de Braga de Macedo, que invocou que a propriedade Monte dos Frades era "uma herança dos seus antepassados" e que o jornal tinha tratado o seu cunhado "quase como se fosse um fantoche seu". Paulo Portas argumentou, no recurso para o Tribunal da Relação, que o seu objectivo único foi "informar o público e salientar a ostentação e o novo-riquismo que se manifestam em vários sectores da sociedade portuguesa".

A comissão presidida por Braga de Macedo será criada esta semana através de um despacho do primeiro-ministro. Além do ex-ministro das Finanças de Cavaco Silva, fazem também parte da equipa que vai redesenhar o modelo da diplomacia económica o ex-ministro das Finanças de Sócrates Luís Campos e Cunha e o embaixador António Monteiro.

Na Lei Orgânica do Governo, a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) está sob tutela do primeiro-ministro. Até aqui, a AICEP era dirigida por Basílio Horta, actual deputado do PS, que respondia perante o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o das Finanças.

A comissão presidida por Braga de Macedo tem 45 dias para apresentar propostas para a promoção do investimento das empresas portuguesas no estrangeiro e para remodelar todo o processo da diplomacia económica, nomeadamente ao nível dos organismos estatais. Ontem, em Moçambique, Portas já avisou que não ficará à margem de nada que tenha a ver com diplomacia económica. 
In: I